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Ferro: devemos suplementar todos os bebés por rotina?

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Esta é uma questão recorrente no mundo da pediatria, entre pais e pediatras/médicos de família. Quando um bebé é amamentado em exclusivo até aos 6 meses, esta questão acaba quase sempre por ser evocada. 

Mas, o qual é ao certo a função do ferro no bebé? 

O ferro é essencial para a produção de hemoglobina, que vai transportar o oxigénio no sangue.

Nos bebés, o ferro é essencial para um bom desenvolvimento, sendo que uma carência em ferro irá ocasionar uma estagnação no crescimento, falta de apetite e irritabilidade. São bebés menos activos e que se desenvolvem a um ritmo mais lento.  

O leite materno é pobre em ferro – embora tenha características que promovam a absorção do ferro para garantir que o pouco que tem é completamente absorvido –  e por esta razão, os bebés amamentados em exclusivo dependem essencialmente das suas reservas de ferro no momento do nascimento. De acordo com a literatura em geral, uma grávida com níveis normais de ferro durante a gravidez, transmite níveis de ferro suficientes ao feto durante o terceiro trimestre de gravidez.

Quanto à necessidade de suplementar, as opiniões não são unânimes, e têm sobretudo em conta as necessidades específicas de cada país. 

Assim, a academia americana de pediatria recomenda a suplementação a partir dos quatro meses e até aos 3 anos de vida da criança, tendo em conta que uma grande parte da população tem carências em ferro. 

No entanto as recomendações da OMS para países cuja população em geral não apresenta carências em ferro não vão nesse sentido, e as recomendações da ESPGHAN reiteram esta posição de não suplementar por rotina.

A Sociedade Portuguesa de Pediatria sugere, que o leite materno é suficiente para fazer face a todas as necessidades nutricionais do bebé, e que as reservas em ferro serão suficientes nos primeiros 6 meses. No entanto recomenda que após os seis meses se inicie a suplementação até que a alimentação complementar esteja bem estabelecida e o bebé receba através dela a quantidade de ferro de que necessita. Estas recomendações são para a população Portuguesa, no entanto são limitadoras na medida em que nem todos os bebés necessitariam desta suplementação. 

Assim, uma mãe que manteve sempre níveis de ferro normais na gravidez, permite ao seu bebé ter reservas suficientes até aos 6 meses. 

A OMS e a ESPGHAN chamam a atenção para o facto que, na altura do nascimento, a clampagem tardia do cordão (mínimo 3 minutos após o nascimento, idealmente após deixar de pulsar), aumenta substancialmente as reservas de ferro do bebé, podendo reduzir em cerca de 60% os casos de anemia que necessitam de transfusão sanguínea. 

Por todas estas razões, prevalece o bom senso, e a necessidade de suplementação em ferro após os 4 meses de idade do bebé vai depender essencialmente do crescimento e do desenvolvimento psico-motor do bebé. 

*Este artigo é um excerto do “Guia essencial da alimentação no primeiro ano de vida”, livro que escrevi recentemente e é destinado a transmitir informação sobre a suplementação de ferro os bebés. Não substitui uma consulta médica e tem como objectivo favorizar o diálogo informado com os profissionais de saúde que acompanham a família. Não hesite em pedir-lhes informações suplementares e adequadas ao vosso caso específico. Na realidade, certas informações contidas neste documento podem não ser adaptadas à vossa situação particular: apenas os profissionais que acompanham a família podem dar informações individualizadas e adaptadas a casa caso concreto.

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