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Outra visão sobre… Os grupos de mães online!

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Ultimamente tenho visto vários artigos a falar sobre os grupos de mães, e em como as mães são aparentemente tão pouco inteligentes a ponto de questionar aquilo que lhes é transmitido pelos profissionais de saúde. Pior! Vão colocar essas questões a outras mães, “como se as mães nos grupos de Facebook soubessem mais que o pediatra!”.

Então, resolvi trazer aqui a minha visão:

Ainda bem que as mães começam finalmente a questionar aquilo que lhes é dito!

Ainda bem que já não aceitam aquilo que lhes dizem os profissionais como sendo uma verdade universal!

Ainda bem que estes grupos existem!

Porquê?
Porque acredito que se uma mãe é informada correctamente, ao invés de receber apenas instruções, não irá sentir necessidade de questionar a informação que recebeu.

Porque acredito que quando uma mãe recebe instruções puras, tem todo o direito de questionar, de se tentar informar, de tentar perceber o porquê daquelas instruções.

Porque quer queiramos quer não, neste novo mundo onde a tecnologia reina, onde vivemos numa comunidade em rede, há mães que conseguem com a sua experiência e conhecimentos ajudar a fundamentar essas instruções, ou, ajudar a desconstruir certos mitos ainda muito enraizados em certos profissionais de saúde.

Porque defendo uma parentalidade informada e com decisões conscientes e isso só é possível com uma boa retaguarda.

E agora, muitos de vós perguntam: e essa boa retaguarda, encontra-se nos grupos de mães?

Sim e não. Há grupos e grupos.

Há grupos de mães onde a empatia não abunda, e é fácil julgar quando não calçamos os sapatos do outro.

Mas, felizmente, há grupos geridos por profissionais, profissionais que apoiam se julgar, que informam sem impor, que transmitem informações actuais e de fontes credíveis a nível nacional e internacional, como os dois grupos dos quais faço parte da administração: Nosso, com amor e Escola Natural.

Ambos são grupos onde o respeito é uma regra basilar. Onde as mães podem esclarecer dúvidas simples relativas a recomendações ou situações pontuais. Onde têm profissionais, mas também outras mães que as apoiam, mães em rede, numa sociedade em que as mães estão cada vez mais isoladas.

Concordo que às vezes se exagera no tipo de questões. Que às vezes para mim me parece tão óbvio que aquilo não é questão para um grupo de Facebook. Mas parece-me A MIM. Com a minha história, com o meu percurso, com a minha experiência. Para a mãe que a colocou, obviamente não é assim tão simples e precisou se sentir mais segura sobre o passo seguinte.

“Ah e tal… E confia em estranhas para saber o que fazer?” Se calhar simplesmente não tem mais ninguém em quem confiar.

“Ah e tal, mas dão respostas tão diferentes e tão distintas, que as mães ficam na mesma”
Sim e não. Obviamente não há uma única resposta para a mesma pergunta, porque quem responde são pessoas diferentes, cada uma com a sua bagagem, medos e experiências. Mas aquela mãe ao ler as várias respostas irá tomar a sua decisão sobre o que mais se adequa à sua situação em particular, à sua realidade, à sua necessidade.

Há mães muito sozinhas embora rodeadas de pessoas. Há mães sem uma rede de apoio. Aquilo que nos parece obvio e essencial a nós não é a realidade de todas as mães.

Por isso, volto a dizer: ainda bem que existem os grupos de Facebook!

Ainda bem que existem grupos de qualidade onde as mães recebem um apoio efectivo!

E vocês, fazem parte de algum? Como é a vossa experiência? É útil? Também consideram um recurso importante nos dias de hoje ?

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