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Partilhar a gravidez com o risco!

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É a primeira vez que tenho uma gravidez partilhada com o risco de algo correr realmente mal , e apercebo-me agora da sorte que tive até aqui.

Este risco, com quem fomos forçados a partilhar esta que deveria ser uma fase maravilhosa da nossa vida, vive desde o primeiro dia a meias connosco. No início passou despercebido, mas a sua presença rapidamente foi assinalada e nada voltou a ser como antes.

Nas minhas gravidezes anteriores a ansiedade também estava presente. O medo que algo pudesse correr mal, em especial após as perdas, a ansiedade antes de cada consulta, de cada ecografia. Mas uma ansiedade fácil de gerir, e que diminuiu consideravelmente com a chegada das 12 semanas de gestação.

Desta vez, o facto de ser considerada uma gravidez de risco e o facto de já ter perdido um dos bebés, confronta-me a esta realidade: o risco fica até ao fim. Um acompanhamento mais apertado relembra que a qualquer momento tudo pode mudar.

É o meu quinto filho, deveria ser motivo suficiente para andar mais tranquila, mas o facto de ser um contexto tão especifico e tão delicado faz com que seja uma gravidez vivida de forma completamente diferente das anteriores.

Este risco impede de fazer os planos que a esta altura já faria numa outra gravidez. Faz com que pense constantemente se o coração deste bebé ainda bate. Faz a vida parecer tão sensível, tão delicada e tão fugaz. Faz-me perceber a que ponto de facto nós, que muitas vezes achamos que controlamos tudo, afinal não controlamos nada.

Neste momento, vivemos um dia de cada vez. Amamos este bebé, conversamos com ele, mas sem arriscar fazer grandes planos para o futuro com medo que a vida nos pregue outra partida…

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