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Fomos à consulta e trouxemos boas novidades!!

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Depois de saber que tínhamos perdido um dos bebés, fiquei muito angustiada com o que poderia acontecer com este bebé… O facto de ainda ser considerada gravidez de risco serviu para, na minha cabeça e no meu coração, elevar ainda mais este medo de uma nova perda.

À medida que o tempo foi passando, fui ficando mais serena, mas o aproximar da consulta voltou a trazer as minhas angústias de volta. Na sala de espera estava tão nervosa que só me apetecia chorar. O marido estava a trabalhar e a avó com os mais velhos por isso ia enfrentar esta prova sozinha. Na minha cabeça desfilavam todos os “e se” possíveis: “e se o coração deste bebé também parou?”, “e se ele tem algum problema?”, “e se me anunciam outra má notícia?”…

Ouvi o meu nome e levantei-me com as pernas a tremer como se fossem canas ao vento.

Entrei na sala, o obstetra apresentou-se. Esta consulta foi marcada especificamente com ele por ser um dos melhores especialistas em gravidez gemelar cá da zona. Um médico já nos seus 60 anos, que desde o primeiro minuto se mostrou extremamente simpático e atencioso.

Deitei-me, e assim que pousou a sonda na minha barriga, apareceu o meu bebé! O nosso bebé! E lá estava o coração a piscar!

Fez uma ecografia extremamente detalhada, medições, doppler, tudo. O bebé está óptimo!

Explicou-me que o outro gémeo teria ficado com um pedaço mínimo da placenta, é o que acontece na maioria destes casos. Em certas situações também poderia ser provocado por má formações, mas tendo ambos o mesmo padrão genético, e este saudável como está, dificilmente será o nosso caso.

Explicou-me que a natureza é sábia, e nestas situações em que um dos gémeos tem muito pouco da placenta, quando não têm este desfecho logo ao início, mais tarde acabam por ficar os dois em risco.

Na verdade, acabam muitas vezes por desenvolver o síndrome de transfusão feto-fetal, um problema grave em que há um grande desequilíbrio do fluxo sanguíneo em que um dos bebés recebe mais sangue do que o outro. Apesar de hoje em dia haver técnicas que permitem fazer uma cirurgia in útero e “separar” a laser a placenta, esta é uma condição que coloca ambos os bebés em risco de vida, e se não forem tomadas as medidas necessárias a taxa de mortalidade é de 100%.

Fiquei triste pelo meu bebé, voltei a pensar em como a vida é injusta, mas fiquei muito aliviada e agradecida pelo meu bebé que está a crescer saudável!

E de repente a pergunta: quer saber o que é?

Quero!! Quero sim !

É um menino, sem qualquer sombra de dúvida!

OMG! Outro menino?!

A primeira coisa em que pensei foi na minha Eva, que dizia cheia de orgulho a toda a gente que finalmente ia ter uma mana! Até eu própria já estava convencida disso!

Mas afinal, foram mesmo dois meninos que nos escolheram! E este menino já tem à sua espera uma família cheia de amor para dar e receber!

Mas fiquei muito feliz, como não ficar? O meu bebé estava ali na minha frente, a mexer como se estivesse a dançar, como se fizesse questão de me mostrar que está mesmo tudo bem!

O médico disse que na opinião dele, posso respirar de alívio, mas no entanto vai ser encarada como uma gravidez de risco até ao final.

E aqui estou eu, aqui estamos nós, outra vez mais confiante e cada vez mais apaixonada por este bebé!

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