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Ser mãe de um (pré) adolescente

Ser mãe de adolescente sempre foi um dos desafios que mais me assutava neste mundo da maternidade… e aqui estou eu, a chegar a essa etapa!

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Sou mãe há 11 anos e meio. Foi o meu pré-adolescente quem fez de mim mãe, e que é ele quem vai abrindo caminho a esta aventura, mas ainda estou a aprender.

Continuo este processo de aprendizagem que é ser mãe e tenho para mim que vai durar a vida inteira…

Já tive 4 bebés, estou a caminho do quinto. Não posso impedir-me de sentir que de certa forma, o Manuel é privilegiado. Vai chegar a uma família já estruturada, mesmo sabendo que toda esta estrutura vai ser refeita com a sua chegada.
Vai ter uma mãe com bastante experiência com bebés, mesmo sabendo que é uma mãe como qualquer outra, e como qualquer outra vai ter dúvidas e dificuldades.

Mas, já tive quatro bebés. Trabalho com bebés há anos.

Já sei que há coisas que não estou disposta a fazer, e que acima de tudo quero escutar e sentir o meu bebé.

No entanto, sou também mãe de um (pré) adolescente, pela primeira vez. E confesso que estou muito assustada! Eu não sei como é ser mãe de um adolescente, nunca passei por essa experiência, e a adolescência sempre foi a fase que mais me assustou.

Lembro-me de ser adolescente, de como era importante para mim afirmar-me enquanto pessoa. Eu era uma pessoa e queria que os meus pais entendessem isso, embora muitas vezes não demonstrasse essa necessidade da melhor forma. Batia de frente, era a dona da razão, sabia tudo. O mundo estava ali, a meus pés pronto a ser explorado, e aquilo que os meus pais me diziam era pura e simplesmente para me contrariar. Eles não percebiam nada e pasmem-se: tratavam-me como se fosse eu uma criança!

Pois é, ainda me lembro de como é difícil ser adolescente.

Mas hoje, sinto que ser mãe de adolescente é ainda mais difícil!

Como fazer para manter uma relação sólida com o adolescente mas continuar a passar a mensagem da importância dos valores, do respeito e da responsabilidade?

Como fazer para continuar a ser um recurso em caso de dificuldade, apesar de saber que na adolescência os pais são os nossos “principais inimigos”?

Estou convicta que é com base na disponibilidade: disponibilidade para ouvir, disponibilidade para observar, disponibilidade para conversar. Mas estou ciente de que muitas vezes a comunicação não vai ser fácil, a mensagem de parte a parte vai ter interpretações menos correctas, vão haver conflitos e vou sentir muitas vezes que não estou a conseguir.

Mas também sei, que o amor é um bote salva vidas.

E que nos vamos agarrar a ele para ultrapassar todos os desafios que nos vão por à prova!

Vou lembrar-me de como achava que os meus pais não me deixavam ir para a discoteca com 13 anos só para me mostrar que eram eles quem mandava, e como hoje percebo tão bem todos os nãos que, naquela altura via como uma afronta. E sei que os meus filhos vão sentir esta afronta muitas vezes, e que só mais tarde vão ter capacidade e maturidade emocional para perceber tudo o que se passa nesta fase.

Mas acima de tudo, sei que vou dar sempre o meu melhor e caminhar ao lado deles.

A maternidade não é um mundo cor-de-rosa.

Mas ser mãe é sem sombra de dúvida o maior e melhor desafio que a vida me lançou!

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