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Faz sentido o desfralde colectivo?

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O desfralde é um tema de interesse comum a quase todas as mães de crianças pequenas!

Mas afinal, em que idade se deve começar?! Em teoria, a criança após os 18 meses já tem características que permitem o início do desfralde. No entanto, na prática isto é bem mais complexo. Não há uma idade ideal, quem define o momento é mesmo a criança!

Há crianças que desfraldam muito cedo, outras bem mais tarde, há crianças que desfraldam dia e noite ao mesmo tempo, outras em duas etapas. Não há duas crianças iguais, nem entre irmãos! Cada uma tem o seu tempo, as suas necessidades.

Mas então e o desfralde “colectivo” nos infantários?

Como mãe e como profissional, não me faz qualquer sentido este tipo de coisas serem colectivas, muito menos que o momento seja decidido pelos infantários.

Mais uma vez começamos desde cedo a exigir à criança que entre numa norma, num padrão, que seja igual a todas as outras.

Assim, colocamos completamente de parte a individualidade de cada criança, o seu contexto pessoal e familiar único.

Ignoramos a sua fase de desenvolvimento com todos os sinais que nos indicam se aquela criança está ou não preparada para iniciar o desfralde!

Duas crianças da mesma idade têm contextos de vida diferentes. Têm características pessoais diferentes uma da outra. Uma irá começar a falar muito cedo e deixar a fralda mais tarde, outra ira desfraldar cedo mas deixar outra aquisição para mais tarde.

Ignorar estas especificidades e forçar aquisições colectivas é, a meu ver, tudo menos avantajoso.

Além de não estar a respeitar a criança enquanto indivíduo, de ignorar completamente tudo aquilo que ela nos diz e nos mostra, ainda estamos a reforçar a ideia de que temos de ser todos iguais.

É como se houvessem moldes, e as crianças começassem a ser moldadas todas com a mesma forma desde cedo. Todas iguais.

Desfralde ao mesmo tempo. Aprender cores, números, letras, sempre todos ao mesmo ritmo. E se a criança não aprende as cores ao mesmo ritmo que o colega do lado, recebe uma observação na avaliação. (Avaliação nas creches?! Sim. Infelizmente isso acontece!)

Mas quem se preocupa em ver as aquisições que aquela criança fez antes do colega do lado? Comer sozinha, vestir a camisola, há tanto para aprender, porquê que tem de ser tudo igual ao vizinho?!

O que eu concordo é que pais e educadores trabalhem em conjunto!

Que decidam em conjunto que aquela criança mostra sinais de estar preparada para o desfralde e fazê-lo ao mesmo tempo em casa e na creche. Mas dependendo da sua evolução pessoal e não do colectivo.

Gostava mesmo que pudessemos começar a transmitir às nossas crianças a importância da SUA individualidade.

E isso não se faz com desfraldes colectivos.

E por aí, foi a creche que decidiu quando estava na altura de iniciar o desfralde? Ou foi o teu filho?

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