Os filhos crescem, mas no intervalo muito acontece!

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Os filhos crescem. E de repente quando damos por nós já conseguimos fazer coisas que há algum tempo atrás pareciam impensáveis, apesar de serem coisas tão simples como tomar um banho sem ouvir ninguém chorar ou ficar acordada até mais tarde porque o bebé adormeceu e ficou na cama. 

São as coisas mais simples que muitas vezes nos fazem falta quando temos um bebé pequeno. São as nossas bolhas de oxigénio que de repente deixam de existir, porque de repente temos um ser pequenino totalmente dependente de nós, uma dependência por vezes tão grande e exigente que nos paralisa. 

E não somos preparadas para isso.

A informação que nos chega socialmente e culturalmente é que um bebé pequeno não dá trabalho. Come, dorme tranquilo na sua cama, acorda dá uns sorrisos, fica a brincar na sua espreguiçadeira ou tapete de actividades, come e volta a dormir. 

Ai, se as mães soubessem.

Se soubessem logo à partida o quão longe da realidade estas ideias estão na maioria dos casos, poderiam então criar expectativas realistas sobre esta fase da vida. Estabelecer um plano SOS para os dias difíceis, uma lista de familiares ou amigos chegados a quem poderiam ligar quando nesses dias difíceis sentem que não aguentam mais essa exigência física e emocional que é cuidar de um bebé pequeno. Poderiam desenhar a sua rede de apoio e falar antecipadamentede sobre estratégias para criar essas “bolhas de oxigénio” que tanto parecem faltar. 

A expectativa demasiado elevada leva as mães a sentirem que estão a fazer algo errado ou a pensarem que o seu bebé não é normal. Vão aguentando o barco sozinhas até porque quando ousam falar são culpabilizadas pela situação. Uma situação que é normal e frequente mas poderia ser tão mais fácil de suportar.

Vão-se desgastando mais e mais, sentindo-se cada vez mais exaustas, cada vez mais frustradas, com dificuldades em fazer o luto da vida de antes e a sentir-se a última bolacha do pacote: completamente despedaçada. 

Os filhos crescem e parte das bolhas de oxigénio vão-se recuperando aos poucos. Mas nesse intervalo de tempo muita coisa acontece.

Não permaneças nessa solidão, não te feches na tua dor: a tua dor importa, as tuas dificuldades importam, tu importas! 

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