Sobre mim…

Cátia Godinho é enfermeira, mestranda em Ciências de Enfermagem em vertente de investigação, autora do livro Bebé Amado, mãe de cinco crianças, mentora do projeto Bebé Intenso® e co-fundadora do projeto Parentalidade Integrativa. 

Enfermeira desde 2007, sempre trabalhou na área da saúde infantil, pediatria e maternidade, tendo sido a Enfermeira de Referência na área dos maus tratos infantis no Hospital Pediátrico de Lausanne (Suíça), tendo feito parte da equipa multidisciplinar CANTeam (child abuse and neglect team) do CHUV, Hospital Universitário de Lausanne. Foi a primeira profissional portuguesa a fazer a formação em Burnout Parental pelo Training Institute for Parental Burnout. 

O seu percurso profissional e o seu percurso pessoal como mãe de cinco crianças, tendo alguns deles sido bebés intensos (irritáveis), e sendo também mãe de crianças neurodivergentes (PEA e TDAH), fizeram com que reunisse o conhecimento, as competências, a empatia e a experiência necessária para trabalhar directamente no apoio às famílias. 

Porque ter bebés que choram a maior parte do tempo e crianças que desafiam o mundo à sua volta pode ser um caminho muito solitário onde a insegurança reina e o desespero está sempre ao virar da esquina, é essencial que as famílias possam ter profissionais competentes a quem recorrer. 

Assim, a Enf. Cátia Godinho trabalha desde 2020 como independente ajudando famílias a lidar com as dificuldades de ter um bebé ou uma criança intensa, a lidar com as birras e os comportamentos difíceis, prevenção da exaustão parental, etc. 

A sua principal missão é ajudar a família a reencontrar o equilíbrio numa dinâmica familiar que respeite todos os intervenientes, adultos e crianças. 

Já ajudou mais de duas centenas de famílias neste processo, numa intervenção sem julgamentos onde o objetivo é capacitar os pais sem apontar o dedo. 

Porque acredita que cada mãe, cada pai, dá o seu melhor a cada momento com os recursos internos e externos que tem disponíveis, o seu trabalho consiste precisamente em dar mais recursos a estas famílias. 

A visão da Enf. Cátia Godinho, enquanto co-fundadora da Parentalidade Integrativa, destaca-se de outros modelos pelo facto de valorizar o perfil individual de cada pessoa, adulto ou criança.

Porque não chega colocarmo-nos ao nível da criança e falar num tom calmo. Precisamos saber de que precisa aquela criança naquele momento, tendo em conta o seu perfil de funcionamento: físico, auditivo, visual ou misto. Isto vai definir a forma como vamos interagir com ela nas diversas situações. 

A Parentalidade Integrativa surge da necessidade de dar resposta à falta de ferramentas para lidar com as crianças da actualidade. As formações de parentalidade que existem actualmente vieram corrigir a educação de antigamente que tinha como foco as crianças de antigamente. 

No entanto, é importante ter em conta que as próprias crianças estão diferentes, a sociedade está diferente, os pais estão diferentes.

Assim sendo, também a nossa forma de agir tem de ser diferente. Não queremos apenas reagir, temos de agir e não basta apenas corrigir o que de errado se fazia anteriormente. 

Desta forma, a Parentalidade Integrativa surge para capacitar de uma forma mais completa e vai ter um impacto em todas as áreas da vida, em todas as relações, e não só nas relações pais-filhos. 

Embora o foco da Parentalidade Integrativa seja a parentalidade, a verdade é que quando as pessoas são capacitadas para se relacionarem melhor com as pessoas com quem convivem todos os dias, isso tem um impacto que vai muito além da parentalidade. 

A Enf. Cátia Godinho trabalha também a Parentalidade Integrativa com profissionais, defendendo a individualidade da criança harmonizada à sala, permitindo encontrar estratégias que facilitam a vida em sala de aula, quer em creche, pré-escola ou ensino escolar. 

Isto é essencial em colégios privados visto que muitas vezes os pais associam o facto pagar uma mensalidade a poder existir algum tipo de tratamento extra. Encontrar estratégias de harmonização de perfil é absolutamente indispensável. 

Por outro lado, no ensino público isto torna-se ainda mais essencial do ponto vista prático, porque como os estabelecimentos recebem crianças sem qualquer tipo de pré-seleção, acabam por ter perfis completamente distintos e em que a harmonização, muitas vezes até da própria comunidade de pais, é difícil. Nestas situações ter essas ferramentas faz de facto toda a diferença. 

Do ponto de vista dos próprios profissionais que trabalham com crianças, como por exemplo, professores de ginástica, de ioga, de música, animadores, pediatras, enfermeiros, terapeutas, profissionais que escolheram trabalhar com crianças e que têm a missão de educar futuros adultos, têm aqui também uma ferramenta muito importante para conseguir chegar a cada criança mais facilmente e terem mais sucesso no seu trabalho.  

Na prática, este modelo é indispensável para profissionais e é por isso que é feito um trabalho activo para capacitar e nutrir os profissionais que contactam a pedir ajuda.